Acifi sonega informações e desrespeita o Poder Legislativo

Por Tribuna Popular Publicado em
Acifi sonega informações e desrespeita o Poder Legislativo

PANDEMIA

Entidade não quis informar ações desenvolvidas para auxiliar a comunidade a combater o coronavirus

Enrique Alliana / Jornalista

A Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (Acifi) respondeu com evasivas e de forma desrespeitosa a um ofício do Poder Legislativo, sobre a pandemia da Covid-19.

No dia 1º de março a vereadora Anice Nagib Gazzaoui enviou, por meio da presidência da Casa, o ofício 133/ 2021, solicitando que a entidade informasse "as ações empreendidas pela Acifi para ajudar no combate ao coronavírus".

Em sua justificativa a vereadora pediu informações sobre a quantidade de máscaras, luvas e outros equipamentos de proteção doados à comunidade. Anice Gazzaoui também solicitou que a Acifi informasse a quantidade de equipamentos doados aos hospitais da cidade "tais como respiradores e macas a fim de amenizar o sofrimento dos que foram contaminados".

Desrespeito

A resposta da Acifi surpreendeu os vereadores, porque simplesmente desdenhou um dos três poderes. "Informamos que, por se tratar de uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, temos por obrigação a prestação de contas apenas aos associados ativos da instituição, sejam eles os fundadores, beneméritos, efetivos ou entidades congêneres", foi a resposta da Acifi em ofício assinado pelo presidente Faisal Ismail.

Em uma completa falta de respeito com a Câmara e com os vereadores eleitos pelo povo, o ofício prossegue: "De qualquer forma, é sempre uma honra poder apresentar as atividades desenvolvidas pela entidade para todo e qualquer cidadão ou representante da sociedade interessado em conhecer nosso trabalho".

Por fim, tentaram dar um tapa de luva na vereadora que propôs o requerimento: "Desta forma, sugerimos que a vereadora Anice Gazzaoui ou qualquer vereador que queira nos visitar para este fim, nos contate diretamente para agendarmos um horário".

Se o bom senso e o respeito aos vereadores imperassem na Acifi, o ofício poderia indicar as ações e até mesmo determinar que um diretor comparecesse ao Legislativo para fazer a prestação de contas, sem enviar uma resposta grosseira.

No ofício, a entidade informa que "todas as ações e projetos empreendidos pela entidade são periodicamente divulgados em nossos canais de comunicação"

A entidade cita os seguintes endereços eletrônicos: https://acifi.org.br/, https:// www.facebook.com/acififoz https://

www.instagram.com/acififoz/ https://www.youtube.com/ channel/ UC1wTlQ2SW3Ad6c10_SI0s1Q.

O Tribuna Popular acessou os endereços e não encontrou doações de máscaras ou equipamentos aos hospitais da cidade. Apenas um pequeno anúncio aconselhando o uso de máscaras e álcool em gel e alguns outdoor orientado os associados. De qualquer forma, fica o espaço aberto para a Acifi se pronunciar.

Choradeira

No site oficial encontramos um ofício endereçado ao Governo do Estado com o seguinte teor: "A ACIFI cobrou hoje (22) do governador Carlos Massa Ratinho Junior providências acerca da requisição feita no último dia 3, na qual pede contrapartidas ao setor empresarial de Foz do Iguaçu. O pedido decorre do agravamento da crise econômica provocada pelas constantes restrições às atividades econômicas".

Mandado de segurança

Também localizamos uma notícia onde a entidade entra com um mandado de segurança contra as restrições impostas pela Prefeitura. "A Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (ACIFI) entrou com mandado de segurança contra o Decreto Municipal nº 29.078/21, o qual mantém toque de recolher e restrições de horário e de atendimento das empresas. A ação jurídica aponta a ilegalidade e a inconstitucionalidade da decisão da prefeitura", diz a nota.

A entidade questiona "a ausência de estudo científico para embasar a manutenção das restrições em Foz do Iguaçu, como exige a Lei Federal nº 13.979/20. Sem esses dados técnicos elaborados por órgãos oficiais, não há legalidade no decreto local que renovou, por mais um período, a limitação das atividades de empresas".

Fonte: https://jtribunapopular.com.br/uploads/files/2021/04/jornal-tribuna-popular-edicao-298-pdf.pdf

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