Cai o todo-poderoso diretor do Hospital Municipal Padre Germano Lauck

Por Tribuna Popular Publicado em
Cai o todo-poderoso diretor do Hospital Municipal Padre Germano Lauck

PELA PORTA DOS FUNDOS I

TCE reprova as contas da Fundação de Saúde e aplica multa em Sergio Fabriz; Observatório Social encontra indícios de superfaturamento em contrato misterioso

Enrique Alliana / Jornalista

O diretor-geral da Fundação Municipal de Saúde, Sergio Moacir Fabriz, está afastado da direção do Hospital Municipal. Ele continua na presidência da Fundação Municipal de Saúde. Por enquanto...

A assessoria de imprensa do hospital apressou-se em divulgar uma nota dizendo que ele deixa o cargo para cuidar de sua saúde. Mas a realidade é outra, conforme o Tribuna Popular mostra nessa reportagem.

Há muito tempo que Sergio Fabriz estava na mira de seus superiores, mas ele não fora exonerado por ser protegido do secretário de Administração, Nilton Bobato, de quem foi correligionário no antigo Partido Comunista do Brasil.

Sergio Fabriz se intitulava PHD em gestão hospitalar e queria mandar mais que a secretária da Saúde. Sua queda ocorreu em função de uma série de irregularidades.

Irregularidades que eram vistas a olho nu, mas que o Ministério Público Estadual não conseguiu enxergar, a exemplo do que ocorreu na gestão de Reni Pereira quando a saúde virou a "cereja do bolo" e o MPF (Ministério Público Federal) foi obrigado a entrar em ação.

Conhecido como o "rei" das dispensas de licitação, Sérgio Fabriz insistia na inexigibilidade do processo licitatório da alimentação que é servida aos pacientes e funcionários. Essa foi a gota d'água para seu afastamento, lembrando que "Gota D'agua" é o nome da lavanderia que estava transportando os medicamentos roubados.

Contas irregulares

O Tribunal de Contas do Paraná também pegou o rabo de Sergio Fabriz. A Segunda Câmara do TCE publicou recente acórdão, declarando irregulares as contas apresentadas pelo diretor presidente da Fundação de Saúde, relativas ao ano de 2019. As de 2020 ainda não foram julgadas e podem bater na trave.

As contas foram julgadas irregulares por maioria absoluta dos conselheiros. O relator Ivens Linhares disse que Sergio Fabriz desrespeitou a Lei Complementar 113.

De acordo com o documento do TCE a que o Tribuna Popular teve acesso, as contas foram julgadas irregulares "em face da existência de obrigações no passivo circulante vencidas e do incremento do passivo a descoberto".

Em função dessas ilegalidades o Tribunal decidiu aplicar multa administrativa a Sérgio Fabriz, de acordo com o artigo 87 da mesma lei. O valor da multa não foi divulgado.

Votaram os conselheiros Fernando Guimarães, Ivens Linhares e Nestor Baptista, na presença do procurador do MP, Gabriel Guy Léger, que deve ter repassado as informações ao MP da Comarca. A votação foi realizada no dia 29 de julho deste ano.

Observatório Social

Por duas vezes o Observatório Social de Foz do Iguaçu foi obrigado puxar a orelha de Sérgio Fabriz, em função do pouco zelo que ele teve com a administração pública.

Na primeira vez o Observatório cobrou a falta de transparência na gestão. Na segunda, a entidade pediu a revisão de um contrato para serviços de manutenção em um tomógrafo, no valor de R$ 224.000,00. Sergio Fabriz confessou ter firmado o contrato que foi pago em 12 prestações de R$ 18.700.

Conselho de Saúde

O Conselho Municipal de Saúde também estava de olho na gestão de Sérgio Fabriz. Em determinada ocasião alguns conselheiros disseram que iriam abrir um procedimento. O diretor chorou feito bezerro desmamado e parece ter conseguido sensibilizar os conselheiros.

Saiba quem é o novo diretor

O diretor técnico do Hospital Municipal Padre Germano Lauck, Dr. Amon Mendes Franco de Sousa. O anúncio oficial da mudança ocorreu no encontro entre líderes e coordenadores do corpo clínico do Hospital.

Dr. Amon assume a gestão da unidade com o "compromisso de buscar melhorias constantes, com um atendimento qualificado e humanizado para toda a população de Foz do Iguaçu e da região", porem um dos gargalos que terá que resolver é a "delicada" folha de pagamento, pois tem enfermeiros ganhando até R$ 25 mil reais por mês.

"Venho para somar juntamente a essa equipe, altamente qualificada, numa trajetória embasada na transparência e muita dedicação ao nosso hospital", ressaltou o médico.

Fonte: https://jtribunapopular.com.br/uploads/files/2021/08/jornal-tribuna-popular-edicao-309-pdf.pdf

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