Dados alarmantes resultam de sucessivos erros de gestão da pandemia em Foz

Por Tribuna Popular Publicado em
Dados alarmantes resultam de sucessivos erros de gestão da pandemia em Foz

PANDEMIA

Prefeito nomeou a própria esposa na Secretaria da Saúde e o caos foi instalado; mulher autoritária não sabe o que fazer com R$ 300 milhões

Enrique Alliana / Jornalista

Os dados que colocam Foz com maior número de mortes no Paraná entre os maiores municípios, confirmam uma triste realidade decorrente de sucessivos erros da administração Chico Brasileiro no enfrentamento da pandemia. Algumas medidas adotadas pela secretária de saúde e esposa do prefeito, Sra Rosa Jerônymo Lima, pioraram a situação.

Um dos exemplos foi esparramar suspeitos de covid por dez unidades de saúde para fazer o teste, procedimento que poderia continuar centralizado reduzindo o contato da pessoa com outros pacientes. Afinal, quem é levado de carro até o local sequer precisaria sair do veículo, pois para coletar material pode ser pelo sistema drive thru. Apenas os casos com sintomas graves deveriam ser encaminhados ao Pronto Socorro Respiratório.

Mesmo com orçamento superior a R$ 300 milhões, a esposa do prefeito não sabe o que fazer. Acostumada a mandar e desmandar em sua própria casa, ela implantou o mesmo sistema e está perdendo o respeito dos servidores, que não suportam seu autoritarismo. "Parece um elefante em loja de cristal", comentou um servidor.

Erro da administração

Outro erro da administração foi preferir o arrocho da fiscalização ao invés da orientação por campanhas educativas. Tanto que Foz do Iguaçu é a campeã em multas no Oeste do Paraná. Na contramão das estratégias corretas, a prefeitura de Foz gastou R$ 500 mil com campanha institucional pedindo para a população pagar o IPTU quando deveria ter lançado campanha de orientação aos cidadãos e comerciantes, o que evitaria os sucessivos decretos de lockdown, medida extrema que prejudica a todos.

Administração não tem estatísticas sobre onde ocorrem os contágios

A administração Chico Brasileiro atua às cegas, sem estatísticas confiáveis, por exemplo, sobre onde ocorrem os contágios. Não há levantamento de dados capaz de orientar ações estratégicas e pontuais, tanto que essa é uma das alegações da Acifi para ir à Justiça tentar frear a onda do fecha tudo em Foz do Iguaçu.

Lojas abertas com clientes e funcionários obedecendo aos protocolos trazem mais risco de contágio do que os ônibus de transporte coletivo lotados? Restaurantes com mesas mantendo o distanciamento aumentam a disseminação do vírus? Supermercados lotados? Academias? Ou reuniões de famílias entre pessoas que não moram na mesma casa? O que causa mais contágio? A prefeitura não sabe por falta de estatísticas. Não investiu nisso e assim atira para todos os lados e os números de vítimas fatais seguem proporcionalmente mais altos que em todas as cidades do Paraná.

Resultados do teste estavam demorando até dez dias

As medidas administrativas adotadas pela secretária Rosa Jerônimo pioraram a situação nas unidades de saúde, nas UPAs e no Hospital Municipal. O resultado de testes para Covid na UPAMorumbi, transformada em central de triagem, estava demorando até dez dias. Só depois que a Itaipu resolveu socorrer com equipamentos de ponta é que os resultados estão saindo em prazos mais rápidos, porém ainda pouco aceitáveis devido a bagunça da prefeitura com logística e falta de organização.

Na UPA Morumbi, os familiares de quem faz teste estão sendo orientados a ficar em casa. Quando o paciente consegue caminhar é mandado de volta para ficar em isolamento domiciliar. Em muitos casos, enquanto demora o resultado, tanto a pessoa testada que sente melhora nos sintomas, quanto os familiares estão quebrando a quarentena, visto que o sistema de saúde perdeu completamente o controle. Esse pode ser outro fator de o vírus continuar se espalhando.

A pessoa fica internada na UPA só quando está muito mal. Aqueles que voltam para casa saem sem receita nenhuma, ou seja, ficam por conta da sorte. Caso piorem, voltam para a UPA Morumbi e se precisar de UTI fica na fila de espera. É esse o retrato do caos. Enquanto isso, em muitos municípios que conseguiram reduzir a letalidade, logo nos primeiros sintomas os médicos avaliam e já entram com algum tipo de medicação, dependendo de cada paciente, assim, muitas vezes, evitam que a doença evolua para caso grave.

Fonte: https://jtribunapopular.com.br/uploads/files/2021/04/jornal-tribuna-popular-edicao-298-pdf.pdf

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