Foz já tem 38.967 casos de covid 19 e se aproxima das 1.000 mortes

Por Tribuna Popular Publicado em
Foz já tem 38.967 casos de covid 19 e se aproxima das 1.000 mortes

PAVOR E INCOMPETÊNCIA

O índice de óbitos, somente no município, é de 371 para cada grupo de 100 mil habitantes, o maior entre as cidades paranaenses. Medidas equivocadas da Prefeitura semeiam pânico e desespero

São inaceitáveis e estarrecedores os números de casos e óbitos em Foz do Iguaçu. No ano passado, as projeções nos cenários mais sombrios apontavam a possibilidade de a cidade chegar a 400 mortos pela Covid-19 até dezembro.

A quantidade ficou em 266 até o fim do ano. Porém, menos de seis meses depois, as medidas equivocadas da atual administração da prefeitura no enfrentamento da pandemia resultaram em mais que o dobro das piores estimativas. Até o dia 13 de junho já eram 958 vidas perdidas.

Os números surgem ao mesmo tempo em que estudos das universidades que acompanham as estatísticas confirmam Foz do Iguaçu com a maior incidência de Covid do Paraná, podendo passar de mil mortes ainda neste mês. Os dados foram confirmados em estudos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), juntamente com as universidades federais de Pernambuco (UFPE) e de Sergipe (UFS).

Com 258 mil habitantes, o município acumula, desde o início da pandemia, 38.967 casos confirmados, dos quais fatais. O índice de óbitos, somente no município, é de 371 óbitos para cada grupo de 100 mil habitantes, o maior entre as cidades paranaenses.

Ao analisar os dados do Paraná, pesquisadores concluíram que a regional de Foz do Iguaçu tem a maior incidência de casos e taxa de mortalidade. Atrás de Foz do Iguaçu está a regional de Paranaguá com 286 mortes a cada grupo de 100 mil habitantes. Em incidência de casos, a regional de Telêmaco Borba ocupa a segunda posição, com mais de 12 mil ocorrências a cada cem mil pessoas, enquanto Foz tem mais de 15 mil para cada grupo.

A ferramenta utilizada nos estudos foi criada por estudantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em conjunto com as universidades federais de Pernambuco (UFPE) e de Sergipe (UFS).

Proporcionalmente, Foz tem mais óbitos que regionais de Curitiba

Em Curitiba, o estudo constatou que a região do Pinheirinho, na zona sul da capital do Estado, é a mais afetada pela pandemia do novo coronavírus tanto na incidência de casos quanto na taxa de mortalidade. A ferramenta aponta que, a cada cem mil habitantes, quase 13 mil foram infectados pelo novo coronavírus na região do Pinheirinho, que engloba esse e outros bairros próximos.

Com relação à taxa de mortalidade por Covid-19, a região do Pinheirinho também lidera com cerca de 365 mortes a cada cem mil habitantes. Em segundo lugar nesse aspecto está o distrito sanitário do Boqueirão, com 306 falecimentos. Santa Felicidade permanece no último lugar, com 205 registros a cada cem mil pessoas. Os dados utilizados nessas projeções são de 1º de junho.

O estudo foi feito através da análise dos dados do Portal Monditerv Paraná Covid-19, realizado pela Rede Cooperativa de Pesquisa em Modelagem da Epidemia de Covid-19 e Intervenções não Farmacológicas (Modinterv).

O novo projeto se trata de um modelo matemático que compila dados publicados pelas secretarias municipal e estadual de saúde e pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O programa disponibilizará, ao público em geral, informações da curva epidemiológica da pandemia em diversas localidades do estado do Paraná, além de dados detalhados do avanço da vacinação dos paranaenses.

CRUELDADE

Com as UTIs lotadas doentes agonizam em leitos improvisados à espera da morte

Com medidas ineficazes a pandemia segue fora de controle, os casos graves estão aumentando e a vacinação segue lenta e desorganizada

No Hospital Municipal Padre Germano Lauck, em Foz do Iguaçu, são 70 vagas de UTIs. Todas estavam ocupadas no domingo, dia 13. No Hospital Costa Cavalcanti são mais 55 leitos de UTI, dos quais 44 estavam em uso, dando o percentual total de 90% de ocupação.

Entretanto, havia pessoas na UPA Morumbi, mantidas em respiradores ou intubadas de forma improvisada e esperando vagas de UTI. Do segundo andar de seu gabinete com ar refrigerado, o prefeito Chico Brasileiro só pensa em política e já articula a campanha de sua esposa a deputada.

Na medida em que surgem leitos são logo ocupados devido a alta demanda. Infelizmente, muitos que estão em estado grave nas UTIs podem ir a óbito nos próximos dias, considerando o alto índice de letalidade quando a doença atinge esse nível de gravidade.

Medidas ineficazes

As medidas da Secretaria Municipal de Saúde neste ano foram ineficazes para conter o Coronavírus em Foz do Iguaçu. A pandemia segue fora de controle, com as UTIs lotadas, casos graves aumentando e a vacinação lenta e desorganizada. Diante desse quadro, o prefeito Chico Brasileiro vem lançando decretos em cima de decretos alguns com o fecha tudo.

Ante o caos e a incompetência, promotor da Saúde está de olho no prefeito

O promotor de Justiça Luiz Marcelo Mafra disse que está sendo questionado, principalmente por setores da gastronomia, para que se posicione sobre as medidas de restrições adotadas no município. Na opinião de Mafra, “os atos administrativos devem ser pautados em critérios objetivos e evidentemente técnicos. E o que eu não tenho sentido nestas últimas decisões é justamente esse embasamento técnico, o que me leva a crer que podem até estar sendo adotados em base do achismo”.

O promotor declarou que uma medida excepcional como lockdown só pode ser adotada quando não há outra saída, ou outra solução. “Eu quero saber quais são os fundamentos, as razões, que estão levando o gestor a optar por esse novo lockdown”.

Luis Mafra estuda a possibilidade de adotar alguma medida judicial contra as restrições da prefeitura. Durante reunião com representantes do setor de gastronomia, estes alertaram sobre demissão em massa com a suspensão das atividades. Os donos de bares e restaurantes, entregaram ao promotor um documento assinado por 40 empresários do ramo se posicionando contra as medidas extremas adotadas pelo prefeito.

Empresários do ramo de gastronomia foram ao Ministério Público pedir providências contra medidas extremas do prefeito Chico Brasileiro. “Por que a gastronomia não pode funcionar e a fila na Caixa Econômica pode? É impossível que a fiscalização não tenha se atentado para isso. Qual é o impacto disso nos coeficientes? Então são respostas que um gestor minimamente informado vai ter que me dar” concluiu o promotor Luis Mafra.

Chico Brasileiro esfola o comércio e provoca desemprego

O lockdown com toque de recolher à noite se estendeu para os fins de semana quando apenas alguns estabelecimentos podem funcionar, como restaurantes. Tudo indica que essas medidas vão se estender no mínimo até o fim do mês, conforme já se antecipou o Governo do Estado.

Durante a semana, o toque de recolher é das 20h (com tolerância até as 21h em caso de restaurantes) até às 5h, sendo proibida a circulação de pessoas, salvo por motivo de força maior e justificada, conforme as normas previstas em decretos anteriores. Com essas medidas, o prefeito Chico Brasileiro vem sufocando ainda mais os setores econômicos da cidade, que por ser turística e localizada numa tríplice fronteira, sofre muito mais que de outras cidades onde as atividades de serviços e comércio têm características diferentes como o agronegócio, por exemplo.

Luto pelo emprego

Os empresários de vários setores econômicos de Foz do Iguaçu seguem com o movimento “Luto pelo Emprego”. Ao mesmo tempo, o prefeito Chico Brasileiro vem sendo acusado pelo Ministério Público de adotar medidas por “achismo”, ou seja, sem apresentar critérios técnicos que justifiquem as restrições na cidade como o lockdown.

Fonte: https://jtribunapopular.com.br/uploads/files/2021/06/jornal-tribuna-popular-edicao-304-pdf.pdf

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