Mais de 50% das mortes por covid em Foz ocorrem no Hospital Municipal

Por Tribuna Popular Publicado em
Mais de 50% das mortes por covid em Foz ocorrem no Hospital Municipal

Chico Brasileiro começa despachar a partir do Hospital Municipal para botar "panos quentes" no rastro de desordem deixado pela primeira dama

Enrique Alliana / Jornalista

Dados que chegaram na redação do Tribuna Popular revelam que 54,5% das mortes pela covid-19 em Foz do Iguaçu, ocorrem no Hospital Municipal Padre Germano Lauck.

Os dados são relativos ao mês de março, quando morreram 187 pessoas em função do novo coronavírus. Neste mês foi registrado o maior volume de casos.

Das 187 mortes, 102 pessoas morreram no Hospital Municipal (54,5%), 51 no Hospital Costa Cavalcanti (27,2%), 21 pessoas nas UPAs (11,2%) e 13 na Unimed. Duas pessoas faleceram em casa. Alguns iguaçuenses morreram em hospitais da região ou em Curitiba. Se somar as mortes nas UPAS, mais de 65% das vítimas fatais estavam sob os cuidados da Prefeitura.

É natural que morram mais pessoas no Hospital Municipal, porque ele tem o maior número de leitos. Mesmo resguardando a proporcionalidade, morrem mais pessoas nas UTIs do Municipal do que no Costa Cavalcanti.

De acordo com os números repassados ao Tribuna, o Hospital Municipal possui 70 leitos de UTI e o Costa Cavalcanti 50 leitos.

Segundo nossas fontes, os profissionais que trabalham nos dois centros de terapia intensiva, são bem treinados e possuem praticamente as mesmas condições. Os equipamentos também são semelhantes.

Por que, então, morrem mais pessoas no Municipal do que no Costa? Falta comando e união dos dirigentes desta importante unidade de saúde. Desde que a primeira dama, Rosa Jerônymo foi no meada para comandar a pasta da saúde, iniciaram os desentendimentos entre diretores e revolta nos servidores.

"A dona Rosa quer mandar em tudo, como se fosse o quintal da casa dela. Não tem o menor tato, não respeita a opinião de ninguém e faz tudo como ela acha que deve ser. Já se desentendeu até com o diretor do Hospital, Sérgio Fabriz. Ele é meio frouxo, baixou a cabeça pra dona Rosa, mas está a ponto de abandonar o posto", comentou uma fonte que acompanha tudo de perto.

Luz amarela

Os desmandos que ocorrem na saúde já chegaram aos ouvidos do prefeito Chico Brasileiro. Ele foi alertado que a luz amarela já acendeu e que a vermelha começa a piscar. Se a luz vermelha acender em plena pandemia, o caos estará estabelecido e Chico estará fora de qualquer disputa eleitoral.

O prefeito sabe dos riscos que está correndo, mas ele não tem coragem de exonerar a própria esposa. Uma portaria nesse sentido, transformaria a mansão do Condomínio..... num inferno ainda pior. Mais do que ninguém, ele sabe que Rosa é uma flor, mas uma flor cheia de espinhos.

A saída pelo prefeito foi ficar mais tempo no próprio hospital, procurando botar panos quentes e ir empurrando as coisas com a barriga. É por isso que nos últimos tempos ele tem aparecido poucas vezes no Palácio das Cataratas, deixando os assuntos para Nilton Bobato e Elias Gomes administrar.

Ocorre que os dois já começaram a se estranhar e as coisas podem descambar para a baixaria. Todos sabem que Elias é da extrema direita e Bobato de esquerda. Como água e óleo não se misturam, ninguém sabe o dia de amanhã. Elias tem sangue quente e já teria comentado entre os mais chegados que falta pouco "para esquentar a orelha daquele comunista".

Enquanto isso, a "Rainha Alizabeth", ou melhor, o viceprefeito Francisco Sampaio assiste a tudo sem saber o que fazer. Ele não quer entrar em bola dividida porque não sabe o dia de amanhã.

Enquanto isso, "La Nave Va", no velho estilo do mestre Federico Felini, anunciando o prenúncio do fim.

Fonte: https://jtribunapopular.com.br/uploads/files/2021/04/jornal-tribuna-popular-edicao-298-pdf.pdf

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