Novo viaduto isola bairros e provoca confusão no trânsito

Por Tribuna Popular Publicado em
Novo viaduto isola bairros e provoca confusão no trânsito

Obra foi subdimensionada pelo DER e o "abacaxi" ficou para o povo iguaçuense desccascar; quem chega na cidade e precisa entrar na Costa e Silva, passa pelo "calvário"

Enrique Alliana - Jornalista

Ao construir o viaduto da Avenida Costa e Silva, na entrada da cidade em 2019, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) resolveu um problema, mas criou outros.

O viaduto era uma obra esperada pelos iguaçuenses há mais de 20 anos e foi viabilizado durante o governo de Cida Borhgetti, sendo concluído no início da administração Ratinho Junior.

Ocorre que os "cérebros" do DER, responsáveis pela obra, pensaram que era apenas fazer o trânsito fluir na BR-277, que liga Paranaguá a Ponte da Amizade.

Os "cabeças ocas" subdimensionaram o projeto desenhando alças, desvios e contornos com capacidade muito aquém do complicado trânsito naquelas imediações. Com isso, isolaram bairros, provocaram filas e muitos acidentes.

A ex-presidente da Umamfi, Kátia Schimidt, é moradora do Parque Presidente 2 e disse que a população do seu bairro ficou completamente isolada após a construção do viaduto. "É um problema porque todos precisam andar vários quilômetros para sair ou chegar em casa"".

Mas não foi apenas o Parque Presidente 2 a ficar isolado. Os bairros adjacentes, como o Imperatriz e toda a região do Três Bandeiras também foi prejudicada com a "barbeiragem" do pessoal do DER.

Acidentes

Para quem chega a Foz do Iguaçu e precisa pegar a Av. Costa e Silva, o "calvário" começa na entrada do viaduto, quando a pista afunila. Logo em seguida o motorista precisa parar na trincheira, aguardando a sua vez. Poucos metros depois passa por debaixo do viaduto numa pista subdimensionada e logo em seguida precisa redobrar os cuidados para não bater nos veículos que aparecem pela direita.

Com o trânsito intenso, especialmente em horários de pico, as filas são inevitáveis, ocorrendo acidentes com muita frequência.

Atrás do prejuízo

Com tantos problemas e tantas reclamações, o Foztrans decidiu promover uma reunião com o DER, PRF e Prefeitura para correr atrás do prejuízo e encontrar uma saída visando amenizar o sofrimento da população.

A reunião durou horas e as saídas encontradas serão paliativas, já que a solução definitiva depende de muitos recursos, além dos mais de R$ 20 milhões que foram investidos.

"Precisamos fazer algumas intervenções como rebaixar a lombada elevada, remover o morro que dificulta a visão dos motoristas, aperfeiçoar a sinalização fazer um acesso ao Parque Presidente 2", diz o presidente do Foztrans, Licério Santos.

"Com isso, vamos acelerar o trânsito e reduzir os acidentes", acredita ele. Quando essas pequenas intervenções serão feitas, ninguém sabe. Enquanto isso os motoristas precisam enfrentar a via crucis.

Fonte: Jornal Tribuna Popular

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