Resultado da campanha ainda gera desconforto no PT de Foz do Iguaçu

Por Tribuna Popular Publicado em
Resultado da campanha ainda gera desconforto no PT de Foz do Iguaçu

A votação pífia que o Partido dos Trabalhadores teve em Foz do Iguaçu na última eleição continua repercutindo. O candidato a prefeito do PT, Luiz Henrique Dias da Silva, fez apenas 2.800 votos e decepcionou eleitores e filiados

Enrique Alliana - Jornalista

O que houve para o partido chegar a um desempenho tão sofrível? O PT (Partido dos Trabalhadores) foi para a convenção dividido porque havia diversos postulantes ao cargo de prefeito, interessados na "herança" partidária, já que o partido sempre fez uma boa votação na cidade.

Três candidatos postulavam a candidatura a prefeito pelo PT: Hamilton Serighelli, Marcelo Arruda e Luiz Henrique Dias. O favorito era Serighelli, mas na última hora Dias conseguiu virar o jogo, colocar Arruda como vice e derrotar Hamilton Serighelli.

Na oportunidade, Luiz Henrique e seus seguidores festejaram a vitória com uma bela festança à base de churrasco e muito chopp, como a esquerda festiva costuma comemorar. A alegria durou pouco. Logo chegou a campanha e o desempenho do candidato foi muito aquém do esperado, causando uma debandada até mesmo de correligionários.

Luiz Henrique era tido como um candidato light, com baixos teores marxistas e defensor ferrenho do movimento LGBT. Essa postura acabou afastando a ala dos petistas considerados autênticos, com DNA altamente marxista-leninista.

Até mesmo a principal liderança, o petista histórico, Dilto Vitorasi, foi para a campanha de "pica mole", com má vontade, defendendo apenas sua candidatura a vereador. Outros "jurássicos", como o Dr. Aeix, também não demonstrou entusiasmo pela candidatura colorida de Luiz Henrique.

Corpo mole

Os petistas históricos que esperavam uma campanha mais aguerrida por parte do candidato a prefeito ficaram decepcionados com os programas de rádio, televisão e redes sociais. Luiz Henrique parecia estar de mãos atadas, pois não atacava os pontos fracos dos adversários, notadamente do seu amigo Chico Brasileiro, ex-correligionário do PCdoB.

Nos debates entre os candidatos, Luiz Henrique teve diversas oportunidades em atingir o ponto fraco de Chico Brasileiro e Paulo Mac Donald - os principais candidatos - mas sempre fugia da raia e buscava debater com outros nanicos, deixado cada vez mais frustrada a grande "nação" petista da cidade.

O resultado não poderia ser outro: uma campanha desastrosa, com resultado desprezível e ordinário. O partido sequer conseguiu fazer legenda para eleger um vereador, deixando Dilto Vitorassi, Marcelino de Freitas e outros candidatos ao legislativo pendurados na broxa.

Os petistas ruminaram o resultado amargo durante muito tempo e acabaram relevando, achando que a era Bolsonaro estava liquidando com a esquerda. Mas, a nomeação de Luiz Henrique para o cargo de diretor da Câmara de Vereadores, fez acender as chama da desconfiança e a luz da suspeita.

Uma nomeação que está dando o que falar

Em 11 de janeiro, poucos dias após a desastrada campanha, Luiz Henrique Dias da Silva foi aquinhoado com o cargo de Diretor Administrativo da Câmara de Vereadores, com um salário de míseros R$ 10,200,00 mensais.

A nomeação foi assinada pelo presidente da Câmara, mas a indicação teria partido do vereador Adnan El Sayed, do PSD, mesmo partido do prefeito Chico Brasileiro.

Foi a partir dessa nomeação que os petistas históricos começaram a coçar os piolhos e colocar a barba de molho. Se Luiz Henrique foi candidato do PT como é que ganhou uma sinecura tão generosa do PSD?

A luz da suspeita aumentou ainda mais porque Luiz Henrique é homem das artes, entende de teatro, cinema e literatura, mas de Administração não entende patavina nenhuma. Pelo que nos consta ele administrou apenas as próprias finanças e sua companhia de teatro, que não anda muito bem das pernas.

Essa semana, as redes sociais ensaiaram as primeiras críticas e debates. Petistas dos mais diversos matizes estão questionando a nomeação e se perguntando se o candidato petista foi um "laranja" e se estava a serviço do candidato que venceu a eleição.

Os xiitas do partido querem uma investigação mais efetiva, mas será difícil descobrir, porque depois que a laranja se torna suco, o líquido é sorvido e some rapidamente. Luiz Henrique é fã de carteirinha do escritor e dramaturgo inglês Shakspere. Se ele estivesse vivo, certamente acrescentaria mais uma palavra em sua frase mais célebre: "to bi or not to bi Orange, that is the question".

Fonte: Jornal Tribuna Popular

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