Sérgio Fabriz comandou a farra das dispensas de licitação no hospital

Por Tribuna Popular Publicado em
Sérgio Fabriz comandou a farra das dispensas de licitação no hospital

PELA PORTA DOS FUNDOS II

MPF estaria investigando os contratos milionários com dispensa de licitação feitos com verbas do SUS

Enrique Alliana / Jornalista

Durante quatro anos Sérgio Fabriz usou e abusou das dispensas de licitação na compra de insumos e contratação de serviços pela Fundação Municipal de Saúde que administra o Hospital Padre Germano Lauck.

Milhões e milhões de reais de verbas do SUS foram gastos com médicos e clinicas médicas de Foz e região. Tudo por inegixibilidade de licitação.

A dispensa de licitação agiliza o serviço público, mas quando ela se torna regra e não exceção, favorece a ilegalidade e o sobrepreço.

Em fevereiro de 2020 o deputado Soldado Fruet pediu ao Ministério Público Federal (MPF) uma investigação sobre uma série de processos de dispensas de licitações para contratação de empresas prestadoras de serviços médicos, odontológicos, nutrição e fonoaudiologia para o Hospital Municipal.

O deputado disse que a saúde estava um caos, enquanto "milhões de reais estão indo pelo ralo". Em pronunciamento na Assembleia Legislativa, o parlamentar citou o caso de quatro lotes de empresas que foram aquinhoadas com R$ 27 milhões, de um total de R$ 41 milhões previstos para 35 lotes.

"As quatro empresas contratadas possuem quase todos os sócios médicos que já prestam serviços no Hospital Municipal, o que seria, no mínimo, imoral, pois teriam informações que os demais concorrentes não tinham, isso se tivesse havido licitação", denunciou o deputado.

O Tribuna Popular obteve informação de que a denúncia do parlamentar foi acatada pelo MPF. Uma investigação profunda estaria em curso e pode atingir em cheio Sérgio Fabriz... e mais algumas pessoas.

"Vaquinhas de presépio"

Na Legislatura passada o diretor Sergio Fabriz foi chamado na Câmara de Vereadores para prestar esclarecimentos sobre os contratos com dispensa de licitação e outras mazelas que estavam ocorrendo no Hospital Municipal.

O requerimento foi de autoria de Luiz Queiroga. Participaram da reunião Celino Fertrin, Nanci Rafain Andreola, Inês Weizemann, Rudinei de Moura, Jeferson Brainer, Marcio Rosa e Elizeu Liberato.

Durante a sabatina, Sérgio Fabriz disse que os médicos recebiam apenas pelos serviços prestados e não pelo valor estimado no contrato.

Como bom ator que é, Sérgio Fabriz conseguiu convencer os vereadores, que se acadelaram ante as explicações do diretor, com exceção de Celino Fertrin que chegou a fazer um relatório denunciando uma parte das patifarias.

Observatório Social aponta sobrepreço na compra de remédios

De janeiro a agosto de 2020 a Fundação de Saúde, tendo à frente Sergio Fabriz, autorizou a compra de remédios e insumos em valores que superam os R$ 3 milhões.

O Observatório Social, uma Ong que acompanha os gastos do poder público, fez uma pesquisa em nível nacional e constatou que os mesmos medicamentos poderiam ser comprados com uma economia superior a R$ 1,6 milhão.

A compra fora feita pelo pregão 027/2020 e o Observatório pediu a revisão dos contratos. "É bem verdade que alguns valores devem sofrer certa alternância devido ao período de pandemia, porém, o Observatório encontrou alguns valores expressivamente menores para itens em comparação com o edital.

O valor total de economia encontrado na cotação feita por este Observatório é de R$ 1.614.320,42 conforme levantamento realizado constante da planilha anexa a esse ofício", apontou o relatório da entidade, na época presidida por Leonor Venson de Souza.

Fonte: https://jtribunapopular.com.br/uploads/files/2021/08/jornal-tribuna-popular-edicao-309-pdf.pdf

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