Soldado Fruet questiona destino do dinheiro da venda da Copel Telecom

Por Tribuna Popular Publicado em
Soldado Fruet questiona destino do dinheiro da venda da Copel Telecom

O deputado estadual Soldado Fruet (PROS) questionou o uso dos recursos da venda da Copel Telecom, em discurso na sessão plenária de ontem, segunda-feira (23/08/2021). Segundo ele, diferente do que o governador afirmou na época da privatização, que os recursos seriam investidos no crescimento da companhia, com foco na geração e transmissão de energia elétrica, o Conselho de Administração da Copel aprovou há poucos dias o repasse de mais de R$ 1,2 bilhão em dividendos aos acionistas com dinheiro da venda da subsidiária de telecomunicações. A empresa foi arrematada em novembro de 2020 pela Bordeaux Participações e a transação foi concluída no último dia 3 de agosto.

No dia do leilão, Carlos Massa Ratinho Junior disse à Istoé Dinheiro que “os recursos vão ser todos investidos na expertise da Copel, que é energia”. Mas o Soldado Fruet leu aos parlamentares parte da ata da reunião do Conselho de Administração da Copel realizada no último dia 4 de agosto: "Deliberação sobre o pagamento do saldo remanescente dos dividendos de 2020: o senhor Adriano Rudek de Moura, diretor de Finanças e de Relações com Investidores, apresentou o fluxo de caixa da companhia até o final do exercício e, diante das informações apresentadas, demonstrou que há possibilidade de efetuar o pagamento do saldo remanescente dos dividendos com a entrada de recursos da venda da Copel Telecomunicações S/A”. Conforme a ata, o pagamento de R$ 1.275.224.524,90 em dividendos foi aprovado por unanimidade.

“Sempre afirmei que a venda da Copel Telecom era desnecessária e o dinheiro iria para os bolsos dos grandes investidores. Está aí, posto e assinado na ata da empresa que os dividendos bilionários pagos dias atrás somente foram pagos graças aos recursos da venda da Copel Telecom”, apontou o Líder do PROS, lamentando que “estamos vendendo o Paraná aos pedaços para encher os bolsos já milionários dos grandes investidores”. Segundo ele, “novamente, uma empresa cujo maior acionista é o governo, que indica os diretores, vem confirmar em ata o que eu falei anteriormente em tribuna nesta Casa”.

O deputado se referiu aos questionamentos feitos recentemente em plenário sobre a situação financeira do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). “Recebi ataques de todas as formas, mas a verdade sempre aparece. Dias após, durante reunião do Conselho de Administração do Tecpar, conforme consta lavrado em atas, reconheceu-se tudo que afirmei nesta tribuna”, lembrou. “Se o governador tem conhecimento desses atos, como da Tecpar e da Copel, não sei. O que sei é o seguinte: se tem conhecimento, é conivente com práticas opostas a seus próprios discursos e, se não tem conhecimento, é omisso”, declarou. 

De acordo com o deputado, "é obrigação do governador ter conhecimento dos atos tomados por seus comissionados e pelos diretores que nomeia nas empresas, aliás, diretores que têm salário anual na faixa de um milhão de reais”. Na visão do parlamentar, “uma remuneração dessas deveria significar comprometimento com a empresa, com o Estado e com o povo paranaense”. Ele finalizou o discurso enfatizando que o Paraná precisa de mais comprometimento.

Fonte e Foto: Assessoria

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