Vereadora questiona trabalho da ACIFI na pandemia da Covid-19

Por Tribuna Popular Publicado em
Vereadora questiona trabalho da ACIFI na pandemia da Covid-19

Anice Gazzaoui quer saber se a entidade comprou ou doou equipamentos de proteção individual ou ajudou os hospitais da cidade

Enrique Alliana - Jornalista

Em requerimento direcionado ao presidente da Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (Acifi), a vereadora Anice Nagib Gazzaoui fez uma série de questionamentos ao trabalho que a entidade fez em relação à pandemia do novo coronavirus.

"O presente requerimento tem por finalidade conhecer os dados, se houver, das ações empreendidas pela ACIFI, enquanto entidade representativa neste Município, para auxiliarem no combate ao novo coronavírus", diz a vereadora em seu requerimento.

Ela pede que sejam "disponibilizadas as informações referentes a compra e doação de máscaras, luvas e outros equipamentos de proteção individual (EPI) descartáveis. Também, que sejam informados os dados de compra e doação de equipamentos que ajudem os hospitais da cidade, tais como respiradores, macas e outros de suporte, a fim de amenizar o sofrimento daqueles que se encontram (que se encontraram, ou que se encontrarão) acometidos pela doença mencionada".

Por fim, a vereadora Anice Gazzaoui disse ser importante ressaltar que "tal requerimento é referente às ações da ACIFI enquanto entidade representativa e não se seus afiliados".

Em abril de 2020 Acifi entrou na justiça contra o lockdown

Em abril do ano passado, quando foi decretado o primeiro lockdown, a Acifi entrou na justiça para reabrir o comércio. Na oportunidade, o mandado de segurança, requeria o retorno das atividades.

Na época, o presidente da ACIFI, Faisal Ismail, explicou que a entidade recorreu à Justiça porque a prefeitura não atendeu aos pedidos formais para reabertura do comércio. "O município sequer acena com a possibilidade de data para retomada das atividades com critérios claros, agravando assim prejuízos financeiros que resultam demissões de funcionários", afirmou.

De acordo com o mandato de segurança implantado em abril de 2020, "A reabertura possibilitará condições mínimas para a manutenção de milhares de empregos na comunidade iguaçuense, garantindo o direito à propriedade, isonomia, aliada ao princípio da liberdade econômica, sem olvidar dos princípios ao direito à saúde, à vida, por isso a pretensão baseada sempre na razoabilidade/proporcionalidade".

ACIFI condena novo lockdown

No dia 27 de março, a Acifi emitiu um comunicado condenando o novo lockdown decretado pelo Governo do Estado. A entidade diz representar mais de 1.600 empresas iguaçuenses "responsáveis por expressiva geração de empregos formais na cidade".

A nota diz que "os empresários não podem pagar pela irresponsabilidade de parte da população que insiste em ignorar as medidas de prevenção. O setor produtivo vem trabalhando com responsabilidade e segurança e não é foco de contaminação".

E prossegue: "certamente o lockdown determinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior agravará ainda mais a crise econômica enfrentada pelas empresas, principalmente em Foz do Iguaçu, que já agoniza por causa do impacto da pandemia no turismo e do abre e fecha de fronteiras com Paraguai e Argentina".

De acordo com a Acifi, "um novo lockdown vai gerar desemprego e reduzir a renda das famílias. Muitos empreendimentos vão falir, pois já se encontram em situação de fragilidade devido à lenta recuperação em virtude dos fechamentos anteriores. Muitas famílias serão obrigadas a ficar em casa sem ter recursos para necessidades básicas".

A entidade entende que o poder público poderia trabalhar com medidas restritivas que impeçam aglomerações, como a lei seca e o toque de recolher, intensificando a fiscalização para punir os infratores.

"É preciso ampliar a fiscalização, aumentar a quantidade de leitos hospitalares, intensificar a realização de testes e ter a certeza de que as pessoas infectadas cumpram a quarentena com a disciplina necessária", destaca o comunicado.

Fonte: Jornal Tribuna Popular 

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